O ano de 2021 foi um ano de esperança, de resiliência e de recuperação. Foram vários os desafios de relevo que importa salientar, uma vez que foi a sua superação que nos permite hoje olhar com otimismo para 2022, com a certeza de que estamos a construir para a ALGAR um caminho seguro e sustentável.

A pandemia por COVID-19 continuou a marcar a atuação da empresa. A experiência e conhecimento adquiridos, a manutenção prioritária da proteção da saúde e segurança de todos os colaboradores da empresa, levou a que o contexto pandémico fosse integrado como o “novo normal”. Ainda assim, este “novo normal”, trouxe importantes desafios para os trabalhadores, para a gestão de equipas e para a organização do trabalho.

 

O ano foi também marcado pela preparação do novo ciclo regulatório, que se iniciou com a entrega ao Concedente da parte I do Plano de Investimentos 2022-2024, no montante global de 16,9 milhões de euros, que corresponde essencialmente a investimentos de continuidade e substituição para melhoria da qualidade de serviço, o qual mereceu aprovação pelo Concedente, fundamentado em parecer favorável do Regulador. A parte II do Plano de Investimentos 2022-2024, correspondente às necessidades de expansão da atividade, tendo em vista o cumprimento das metas ambientais que serão imputadas à ALGAR, será submetido oportunamente nos moldes que venham a ser definidos no documento estratégico do setor: o PERSU 2030. Refira-se que a publicação deste documento foi alvo de sucessivos adiamentos, não se tendo concretizado em 2021.

 

Foram ainda preparadas e submetidas à ERSAR as Contas Reguladas Provisionais (CRP) 2022-2024, tendo existido múltiplas interações com o regulador no sentido de se obter soluções tarifárias equilibradas e economicamente sustentáveis, o que resultou na definição, por parte do regulador, de uma tarifa de transição para 2022, passando a decisão das CRP para o final de 2022.

 

Quanto à recolha seletiva multimaterial, a ALGAR continuou a sua rota de crescimento, aumentando as suas recolhas seletivas em 6% face a 2020, o que denota uma adesão crescente por parte da população ao serviço da recolha seletiva.

 

Para este resultado também contribuiu a implementação do novo projeto piloto de “Recolha Porta-a-Porta” de embalagens recicláveis, financiado por fundos europeus, que incluiu a aquisição de 4.450 contentores e 4 viaturas de recolha seletiva.

 

Há ainda a destacar que em 2021, foram colocados à disposição da população mais 122 ecopontos, sendo que nos últimos 4 anos o aumento de ecopontos instalados foi de mais 46%, refletindo o maior crescimento da história da empresa. Atualmente contamos com 3.969 ecopontos distribuídos por todo o Algarve.

 

O tratamento de resíduos na ALGAR registou um crescimento de 3%, destacando-se as 39,8 mil t de resíduos provenientes da atividade da recolha seletiva, que resultou numa capitação anual de 91 kg/habitante, acima da média nacional.

 

O desempenho ao nível da energia elétrica produzida foi de 19.212 Mwh, relativamente ao corretivo orgânico, produziu-se 3.305 t tendo havido um crescimento de 31% na expedição de composto, comparativamente com 2020.

 

A comunicação com o cidadão manteve a sua relevância em 2021, sendo de destacar a concretização de campanhas de sensibilização e informação à população que permitiu obter resultados muito positivos na promoção de comportamentos ambientais adequados e, em consequência, melhorar a notoriedade positiva da empresa.

 

De referir que os quantitativos associados diretamente às campanhas tiveram um crescimento global de 19%, comparativamente com os resultados alcançados em 2020, sobretudo devido ao concurso “Separa e Ganha”, às campanhas “Toneladas de Ajuda”, e à campanha separação porta-a-porta fluxo doméstico designada por “RECICLA+”.

 

Por último refira-se que em 2021 a ALGAR manteve a sua certificação em Qualidade, Ambiente e a Segurança, de acordo com os referenciais normativos ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e ISO 45001:2018.

 

A terminar, deixo um agradecimento especial a todos os trabalhadores, acionistas, municípios, entidades parceiras e autoridades, sem os quais não teria sido possível alcançar os bons resultados registados.

 

Luis Masiello Ruiz Presidente do Conselho de Administração